quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

O NOVO SUCESSO DO AXÉ MUSIC

Em tempos de carnaval, resolvi fazer uma música baiana. Um novo sucesso para os trios elétricos arrastarem a multidão Brasil afora está nascendo.
Lê lá no Mimeographo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

LEVE QUANDO PULO, FORTE QUANDO CAIO

Bastou que se falassem em 600 calorias perdidas por aula e tudo durinho, que quando me dei conta estava me equilibrando em cima de uma cama elástica na academia. Pula daqui, pula dali, esse Jump cansa demais. Mas não desisto. Assim como a Ivete Sangalo, "quando eu pulo, preciso ser leve. Quando caio, preciso ser forte".

Gente, meu lanche da tarde é um Corpus VitaCal de 57 calorias. Faço os cálculos e descubro que no pique em que estou no verão de 2008 eu corro um sério risco de me tornar uma cantora baiana. Ou pelo menos ter as pernas da mais famosa delas.

E lá vamos nós! Pulinho para trás. Pulinho para frente. Direita. Esquerda. Isso está muito fácil. Agora, pulem forte, grita a professora que quando está indo é a cara, digo, a bunda da Scheila Carvalho. Aí, começo a refletir como esse mundo é muito injusto. Uns com tanto, outros com nada. Sou a favor de terra, renda, educação e bunda para todos. Isso também é inclusão social, meu bem.

Ih, preciso me concentrar. O negócio está começando a complicar. Tenho que pular cruzando as pernas e movimentando os braços, ora esticado-os para o lado, ora simulando socos no ar, ora levantando-os. Pára, pára tudo! Não posso levantar os braços enquanto estiver pulando porque eles vão bater no teto.

E aquela bunda ali na frente, digo, a professora continua pulando freneticamente e alternando os movimentos. Ai, ai, ai... Coordenação motora é um problema muito grave. Preciso acertar esse passo. Preciso entrar no ritmo. Preciso parar de fazer as pessoas rirem: estou parecendo o boneco do posto, tá maluco, tá doidão.

Ah, não! Vai começar a tocar funk e me recuso a isso. Vou parar agora com essa aula. Virar a Ivete Sangalo, tudo bem, mas se eu dançar funk vou acabar sendo a Tati Quebra-Barraco. Cruz credo! É melhor eu arranjar um pogobol - o brinquedo sensação da década de 80 - e pular ao som de outra trilha sonora em casa mesmo.

Se ela dança, eu danço. Se ela dança, eu danço. Se ela dança, eu danço.... Que vergonha! Se a professora dança, eu também danço mesmo sem jeito para isso. Tudo por 600 calorias a menos e em nome do verão 2008. E continuo pulando feito um boneco de posto no Castelo das Pedras ao som de: E ela só pensa em beijar, beijar, beijar, beijar. E vem comigo dançar, dançar, dançar, dançar. É a lógica do corpo são, mente doente. Alguém me interna porque estou ruim da cabeça.

E sigo pulando, pulando, pulando... Só que para virar a Ivete Sangalo em 2008 isso não basta. É preciso fazer passinhos seguindo os versos criativos de axé, pulando para lá e para cá, rebolando e chacoalhando a mãozinha levantada. E me pergunto será que é isso é pular feito pipoca?

Ai, Jesus, eu não sou baiana não! Nem agora, nem em 2008. Mas não posso desistir, porque "quando eu pulo, preciso ser leve e quando eu caio, preciso ser forte", então prefiro continuar pulando atrás do prejuízo e tentando entrar no ritmo de Ivetão: Abalou, abalou, sacudiu, balançou, só para daqui a pouco ficar tudo durinho.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

QUEM É A VACA DO ORKUT DELE?

Não mujo, não dou leite, não tenho bezerros, não cruzo com bois, não tenho patas, não ando de quatro, não sou pesada em arrobas, não vivo em curral, não como capim, não vou para o abate e não sou vendida aos pedaços no açougue da esquina. Logo se pode afirmar que eu não sou uma vaca, certo? Errado.

Descobri outro dia que fui elevada à categoria de vaca. Se não estivesse tão convicta de andar equilibrando elegantemente meu 1,78m sobre duas pernas, de que na minha pele branca se espalham inúmeras pintas e não manchas no meu pêlo alvo - o que faria de mim uma vaca malhada - e de que me chamo Jussara e não Mimosa quase teria entrado em uma crise existencial. Afinal, há quem diga por aí com convicção que "eu sou a vaca do Orkut dele".

É claro que não sou uma vaca. Nem no sentido literal, nem no figurado. Definitivamente, nesta vida, não vim convocação para virar bife na frigideira de quem quer que seja. Nem para ser a picanha do churrasco de ninguém. Embora tenha mulher ciumenta, que não tem certeza por onde pasta seu gado e se ele anda pulando cerca, querendo fazer picadinho de mim. Sem cebola, lógico, porque faz chorar aqueles, digamos, com excesso de zelo.

E esse não é um caso exclusivo meu, não. Na verdade, existe um rebanho virtual de mulheres transformadas em vacas pelas namoradas de seus amigos. Para ser vaca, sob o olhar fulminante de uma ciumenta, basta usar saia. Elas não querem saber se é uma velha amizade, se é colega de faculdade, se é parente ou se é apenas amiga virtual, todas são vacas. Inclusive, as feias.

Há tempos venho propagando a idéia de que o Orkut é um instrumento do capeta. Tem gente que te odeia sem nunca ter te visto. Tem gente que acha que te conhece só por meio dúzia de informações absurdas que você escolhe para as pessoas lerem. E se você é irônico, a maioria não percebe e leva tudo muito a sério nessa intimidade pública. Tem gente que acompanha sua vida como novela das oito. Ou, se a espectadora for ciumenta e resolver te culpar pela insegurança dela, como os episódios de A Vaca e o Frango.

Não é à toa o grande número de Orkuticídio que vem ocorrendo nos últimos tempos, eu mesma posso ser a próxima a matar o meu profile. É uma bisbilhotice sem fim esse tal de Orkut. Dissemina a discórdia, causa ciúme e transforma em vaca moças simpáticas, que não estão "dando mole" para o namorado de ninguém. Tudo bem, às vezes, sabemos, até pode ser o caso, mas não é o meu.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

DE REPENTE 30

Minha amiga, a jornalista Juliana Lima, fez 30 anos ontem. Tudo bem, muita gente acha que isso não é motivo para comemorar, muito menos para se anunciar por aí. Só que ela como uma mulher moderna, inteligente, bonita e bem resolvida (ou vocês acham que eu sou amiga de qualquer uma?), em vez de entrar em crise, arranjou uma saída criativa para viver plenamente sua fase balzaquiana: criou um blog, o De Repente 30. Humor, papo-mulherzinha e papo-cabeça, eu recomendo!