quarta-feira, 18 de outubro de 2006

;-)

É um sinal. Eu sei que é. É o melhor de todos os sinais nos últimos tempos. É sinal que devemos ter esperança. É sinal que devemos redobrar nossa confiança. É sinal para segurarmos nossas lágrimas e abrirmos um sorriso. É sinal de que nossas orações têm chegado aos céus. É sinal que tem alguém nos ouvindo. É sinal de que ainda não é hora. É sinal de que ela é forte. É sinal de que poderemos ver um milagre. É sinal que correntes do bem dão resultado. É sinal de que, sobretudo, existe o amor e a amizade. É sinal que ainda existe a fé. É sinal de que ganhamos um alento em momentos de aflição e tristeza. É um sinal, só para nos lembrar, que ela, como jornalista das melhores, não desiste fácil. É um sinal de que em breve ela estará de volta. É um sinal de que, de alguma forma, ela tem sentido como é querida. É um sinal de agradecimento. É um sinal de que nessa luta a nossa força e pensamentos positivos estão fazendo diferença. É um sinal que nossas preces devem continuar. É um sinal de que ainda há muita vida pela frente. É um sinal para comemorar:

— Valéria Galvão pisca os olhos!

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

A LOUCURA NOSSA DE CADA DIA

Senhor – onde estás? – a loucura nossa de cada dia nós dá hoje. De preferência agora. Porque os loucos não esperam. Desesperam. Cada minuto em que a vida se faz intensa. Cada instante em que se libertam. Cada vez em que à insanidade se entregam.

Faça-nos andar, voar, pedalar, nadar, correr, navegar por onde indicam nossos desejos. Sentir na pele todos os ventos e arrepios. Que seja feita a nossa vontade de correr riscos, de poder ganhar ou perder, mas, sobretudo, de tentar. Não há limites. Assim na terra, como no céu ou em qualquer lugar.

Guarde nossa caminhada sob o sol de meio-dia, nosso sono ao luar, os banhos de chuva de verão e que não nos falte um casaco para filosofias insanas em frias madrugadas insones. Transforme água em vinho nos dias em que sobre nossos ombros pesarem as dores e aflições que o mundo desconhece. In vino veritas! E que venha a verdade, a leveza da alma, o riso fácil e as lágrimas, às vezes, tão difíceis.

Perdoa nossa súbita timidez e excesso de bom senso paralisante, assim como nós perdoamos os olhares perplexos de censura. Não nos deixe cair na tentação da sã consciência em tempo integral, mas nos jogue em pequenos grandes momentos de delírios, extravagâncias e exageros. E, por favor, livra-nos das camisas-de-força. Porque nosso reino é a vida agora; nossa vontade é poder; e a loucura, nossa glória para todo sempre. Amém!